quinta-feira, 16 de julho de 2009

Senta aqui do meu lado... e toma um café comigo.


"Não gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?
Se não for muito incômodo!?
Ai... Claro que não... entre!
Depois da senhora!"


Qual é verdadeiramente o propósito de um convite para um café?

domingo, 28 de junho de 2009

Retrato pra Iaiá e Sentimental

"Iaiá, se eu peco é na vontadede ter um amor de verdade.
Pois é que assim, em ti, eu me atirei
e fui te encontrar
pra ver que eu me enganei.

Depois de ter vivido o óbvio utópico:
te beijare de ter brincado sobre a sinceridade
e dizer quase tudo quanto fosse natural
Eu fui praí te ver, te dizer:
Deixa ser.
Como será quando a gente se encontrar ?
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar.

Deixa ser como será!
Eu vou sem me preocupar.
E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar.

De perto eu não quis ver
que toda a anunciação era vã.
Fui saber tão longe
mesmo você viu antes de mim
que eu te olhando via uma outra mulher.
E agora o que sobrou:
Um filme no close pro fim.

Num retrato-falado eu fichado
exposto em diagnóstico.
Especialistas analisam e sentenciam:
Oh, não!

Deixa ser como será.
Tudo posto em seu lugar.
Então tentar prever serviu pra eu me enganar.

Deixa ser.
Como será.
Eu já posto em meu lugar
Num continente ao revés,
em preto e branco, em hotéis.
Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê."


"O quanto eu te falei que isso vai mudar
Motivo eu nunca dei
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
Não vai me livrar de viver

Quem é mais sentimental que eu?
Eu disse e nem assim se pôde evitar.

De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão
Pra se perder no abismo que é pensar e sentir

Ela é mais sentimental que eu!
Então fica bem
Se eu sofro um pouco mais.

"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e tever buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir."


Los Hermanos sempre me expressando melhor do que eu mesma.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

o diário de bridget jones

"um belo dia a gente acorda e hum... um filme passou por a gente, e parece que já se anunciou o episódio 2."

às vezes quando você faz de tudo para que o seu filme seja um clássico do cinema, no final das contas ele se parece mais com uma comédia romântica barata. e aí vc percebe que não adiantou ensaiar e planejar tudo. durante todo o tempo havia uma sub-história acontecendo, ela estava ali, fazendo parte de tudo, você até sabia e não se importava, até que essa história ganha o primeiro plano.

e então, de um dia para o outro, sem que você perceba ou autorize, se tornou a protagonista de "o diário de bridget jones", e começa a entender que os clichês das comédias românticas são um pouco mais dramáticos quando acontecem na vida real. e nela, algumas coisas não têm mais jeito depois que você deixa passar. não vai adiantar atravessar a cidade de taxi numa madrugada chuvosa e bater na porta da pessoa pra se declarar, não vai adiantar sair correndo pro aeroporto com flores nas mãos pra dizer "eu te amo", não vai fazer o mínimo sentido convidar pra um café. porque a vida real, ao contrário das comédias românticas, não nos promete um final feliz.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Seguindo Estrelas

"Sigo palavras e busco estrelas
O que é que o mundo fez
Pra você rir assim?
Pra não tocá-lo, melhor nem vê-lo
Como é que você pôde se perder de mim?

Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
E você sempre tão distraído
Passa e não vê

Fico acordada noites inteiras
Os dias parecem não ter mais fim
E a esfinge da espera
Olhos de pedra sem pena de mim

Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
Você sempre tão distraído
Passa e não vê

Eu não consigo não pensar em você..."


Sem mais...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

The Quiz




"Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada"


Dia dos namorados do ano de 2009, trabalhei o dia inteiro quase sem parar e praticamente não me lembrei da data. Devo confessar que depois de 4 anos passando o 12 de junho acompanhada, esperava que a publicidade, no primeiro ano sozinha desde as minhas primeiras experiências amorosas, conseguisse me deixar pior. Não conseguiu, na verdade, nem deixou. Confesso que havia esquecido o quanto era bom não ter que gastar rios de dinheiro logo depois que você acabou de pagar a última prestação do presente de natal que comprou pro infeliz que te deixa insegura em todas as datas do ano.

E sobre esse coisa de estar acompanhado ou não, eu estava lendo um texto, um muito bom texto no blógue do gabriel, que fala sobre as nossas exigências para selecionar um acompanhante. A verdade é que, por mais que você decida que depois de 4 anos passando por namoros com pessoas no mínimo "esquizofrênicas", você vai ficar sozinha(o), não adianta, está todo mundo em todo lugar, durante todo o tempo, aberto para o próximo alguém que vai ser capaz de te deixar sem dormir por causa de uma mensagem de texto.

O problema é que atualmente não basta o currículo desse alguém ser perfeito; para ganhar a vaga de "amor" ele também tem que ser idêntico ao seu.

Não pode escutar pagode, nem funk, nem axé, nem sertanejo, nem hip hop e nem trance e jota quest também não;

não pode pedir suco de morango em vez de cerveja; e ah! tem que gostar de cerveja;

tem que ter uma tatuagem, e um piercing também cai bem;

tem que usar xadrez, listras, all star e nikes vintages; e um wayfarer também é uma ótima idéia;

tem gostar de cinema e saber quem são Ingmar Bergman, Akira Kurosawa, Humpfrey Bogart, Audrey Hepburn, Tim Burton e Helena Boham Carter;

deve ler pelo menos dois livros por mês e conhecer pelo menos dois autores importantes de cada continente (isso sendo muito bondosa);

deve saber quem foi Edith Piaf e quem é Bjork;

também tem que ter algum conhecimento sobre beatles, mutantes, chico buarque, janis joplin, jimi hendrix, jim morrison, bob dylan, los hermanos, cartola e alguma coisa que toque nas boates da cena alternativa da cidade;

não pode frequentar lugares pop; os shoppings mais caros, as boates mais badaladas e os restaurantes mais cheios de gente normal estão fora de cogitação;

acordar cedo no final de semana também é proibido, e acordar tarde durante a semana, mais ainda, afinal, tem que ter um emprego;

não pode guardar fotos das ex-namoradas e nem ter contato com elas;

não pode ter dormido com ninguém com quem eu conviva;

não pode gostar muito de ficção-científica, os dramas devem ser os preferidos;

os clássicos do cinema já devem ter sido assistidos. O Poderoso Chefão, Pulp Fiction, Laranja Mecânica, Os Sonhadores e Os Educadores devem estar na lista;

não pode ter a voz fina e nem mandar muitas mensagens por dia,
mas deve mandar mensagens, e lembrar de não abreviar as palavras escritas nelas;

não pode escrever errado, NEM UMA PALAVRA;

também não deve ter mais de duzentas comunidades no orkut, e nenhuma que seja um lugar comum, tipo "eu amo minha mãe" ou "eu adoro sorvete de chocolate" e nem "eu amo o sorvete de chocolate que minha mãe faz";

se tiver mais de 18 anos de idade, já deve ter abandonado o RPG;

deve ter mais de 21 anos de idade;

tem que falar abertamente sobre a infância e o relacionamento com os pais, caso contrário, será considerado um psicopata em potencial;

sobre o futebol, pode até gostar, mas de preferência que seja pouco, bem pouco;

tem que saber render uma conversa seja ela sobre filosofia, literatura, cinema, história, psicologia ou jornalismo;

caso não use drogas, deve estar aberto à experiências e fechado aos preconceitos;

tem que ter disposição pra ficar na rua até as 6 da manhã nos finais de semana;

não pode ter nenhum tipo de machismo, deve entender que não há mais necessidade em abrir a porta do carro e que não há problema algum em falar palavrões;

tem que ter responsabilidade suficiente para trocar os pneus do próprio carro quando necessário;

um curso superior completo ou em andamento é indispensável;

deve gostar dos meus amigos por mais idiotas e ogros que ele sejam;

tem que ter amigos legais que também combinem comigo;

não pode se achar demais e nem ficar falando que tem um bom papo, que conhece tudo nessa vida, que é bom de cama;

deve ser bom de cama;

tem que ligar no dia seguinte, responder as mensagens e os scraps e conversar no msn mesmo quando estiver no "ocupado";

não pode ter mais que 10 linhas escritas no about me do orkut;

deve conhecer alguma coisa, banda, livro, pessoa, música, autor, diretor, que eu não conheça. de preferência, um de cada.

Simples não?
Se não for assim, você pode até tentar, mas provavelmente vai terminar com a pessoa por e-mail depois de uns cinco meses de relacionamento.

terça-feira, 9 de junho de 2009

crônicas sobre a mera existência

qualquer um que já me viu andando pela rua sabe que para realizar uma abordagem à minha pessoa é preciso ter um bocado de coragem. impaciente com seres humanos como sou, não ando no meio deles com um semblante lá muito agradável, e não há como evitar, é algo completamente automático e instintivo.

eis que um dia desses estava eu no caminho para o trabalho, às 10 para 8 da manhã, num frio de arrepiar até os cabelos do cu, quando uma indigente me abordou. o primeiro pensamento que veio à cabeça foi: "só mesmo uma pessoa completamente desprovida de sanidade mental para vir falar comigo essa hora da madrugada, enquanto eu praticamente escalo esse penhasco (que as pessoas têm mania de chamar de "morro") para ir até o trabalho.

ok. pelo menos ela não está colocando um caco de vidro no meu pescoço e gritando "dá dez real dona! passa dez real!" como é de costume.

-quem é esse cara?
Tudo o que consegui pensar na hora foi: "WTF??????????????????"
pelo jeito, minha minha cara expressou exatamente o que pensei, porque ela apontou pra parede e disse:
-esse, que sumiu, quem será esse cara?

no muro ao nosso lado tinha um um anúncio minúsculo, menor que uma folha de papel A4, desses que só mesmo uma indigente que anda viajando nos muros da rua iria prestar atenção, dizendo que um anderson não sei de quê estava desaparecido.

já ia começar a falar: "eu tenho cara de quem conhece esse sujeito? a minha cara é parecida com a desse sujeito? eu tenho cara de quem se importa com quem diabos é ou onde diabos está esta porra desse sujeito????????"
porém o que aconteceu é que antes de começar a virar do avesso na frente da pobre, pensei que ela poderia não saber ler. me compadeci e li: "anderson não sei de quê, telefone tal, sumiu tal dia."

pra quê meu deus????? pra quê????? de repente a indigente virou minha melhor amiga de infância e desandou a falar, falava igual pobre na chuva, ou no caso, pobre no frio.

continuei andando, levando em conta que o mundo continuava rodando e independentemente de uma louca ter me abordado na rua, alguém ia me encher o saco se chegasse atrasada.
andando, e ouvindo. ouvindo ela falar que tomara que achem o anderson (porque depois que eu li o papel, o anderson também virou melhor amigo dela. sorte dele que estava desaparecido!), ouvindo ela falar que alguém tinha que chamar a record para anunciarem o desparecimento do anderson, que as pessoas somem, que os rádios anunciam o desaparecimento delas e que ela não fazia idéia de para onde iam as pessoas desaparecidas. a verdade é que ela não devia fazer idéia nem de qual era seu nome.

alguns quarteirões depois eu chego linda na porta do trabalho com minha amiga indigente do meu lado.
-vou trabalhar agora.
-eu vou com você. eu gosto de trabalhar.
(ah é, deve amar mesmo, por isso que tá aí, tão rica!)
-você não pode ir, nesse prédio só entram pessoas autorizadas, para trabalhar aí dentro é preciso uma autorização que você não possui.

eu estava mesmo abasbacada com minha própria paciência, só não tinha mandado pra puta que pariu ainda porque tava cheio de gente lá na porta, e bem, as pessoas de lá já acham os redatores estranhos o suficiente.
olhei pra cara dos seguranças com uma expressão de: "dá um tiro na testa dessa mulher pelamordedeus!!!" mas eles só entenderam: "mandem delicadamente essa mulher ir embora daqui, por favor!" e foi o que eles fizeram, aos poucos conseguiram fazê-la desistir da idéia de ser redatora por um dia.

6 horas de trabalho depois...

estou eu feliz da vida indo embora pra casa, desço as escadas colocando o fone de ouvido, chego na porta do prédio...
...tenho uma síncope e morro porque a mendiga estava lá me esperando. pronto. fim da história!

mentira! não, quer dizer, verdade. mentira que eu morri, verdade que lá estava a senhora indigente me esperando depois de inteiras e longas 6 horas.

-meu jesus! exclamei com os olhos arregalados tirando os fones do ouvido.

imediatamente os seguranças se mijaram de tanto rir.

-a gente passou o tempo todo impedindo ela de entrar. agora o problema é seu.

pensei em sair correndo feito louca, em simular um desmaio (sempre penso nessa), em ligar pra polícia, em voltar e ficar trabalhando o resto do dia e em suicídio. tudo o que consegui foi continuar andando, mas dessa vez de cabeça baixa, fingindo que procurava alguma coisa na bolsa. como se essas táticas fossem mesmo funcionar com uma pessoa completamente desprovida de sanidade mental.

ela se levantou do passeio e veio em minha direção. tudo bem, eu já sabia. e começou a falar de novo. tudo bem, eu também já sabia. resolvi não ligar e coloquei os fones no último volume. até o momento em que ela encostou em mim.

o que?????????????? o que?????????????
aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
uuuuuuaaaaaaaaaaaaahhhhhh!!!!!!!!!
WHAT THE FUCK?!?!?!?!?!!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!
MAS QUE DIABOS!!! COMO ASSIM CAPETA??? COMO ASSIM??? EU NÃO GOSTO NEM QUE MINHAS ROUPAS ENCOSTEM EM MIM. SAI DE PERTO DE MIM DIABOOOOO!!!!!!
UUUUUUUUUUUUAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!!

se você já assitiu o quadro "amy whinehouse" do pânico sabe como foi a metade da reação que pensei em ter. mas tudo o que consegui foi sentir meu rosto ficar vermelho, minha garganta dar um nó e começar a me sufocar, meu olho arregalar e minha voz dizer:

-olha, eu tenho uma doença de pele muito séria. todo mundo que encosta em mim duas vezes morre.

ok. acho que foi suficiente. ela parou de encostar, mas continuou falando. falando falando e falando... até que chegamos no ponto de ônibus e é claro, ele levou meia hora pra passar. tudo bem, eu já sabia.

de repente, surgiu no ar uma música dessas de trilha sonora de filme que ilustra um milagre, tudo se tornou mais iluminado e lá estava o 1207B.

-agora vou pra minha casa.
-eu vou com você.

ai meu deus do céu, já estava ficando com preguiça de ficar com raiva, vou acabar levando ela pra casa pra matar com uma pá e enterrar no quintal.

e agora, o que eu vou falar com meu pai?
"olha que gracinha o que eu achei na rua pai! a gente pode ficar com ela? por favor pai!"

subi no ônibus e rapidamente falei com o motorista que tinha uma doida me seguindo, que ele não a deixasse entrar. com toda a falta de educação do mundo ele a expulsou do veículo e fechou a porta. ela ainda gritou: "amanhã a gente se vê!"
o ônibus lotado e uma mendiga gritando "amanhã a gente se vê!"
espero que eles tenham pensado que faço trabalho social.

o pior de tudo é horas depois fui pensar que se ela sabia que o assunto do cartaz tratava de um desparecido, então ela sabia ler, ou seja, eu poderia simplesmente ter passado direto.

sobre o novo trabalho

www.cinemaemcena.com.br é o meu novo local de trabalho.

"É drama, aventura, é mentira, é comédia, é romântica!"

sábado, 2 de maio de 2009

cake & hello saferide

Sábado de madrugada e eu estou descabelada, de pijamas na frente do computador (que geek!), sinceramente, não me lembro da última vez que isso me aconteceu. Enfim, faz parte da nova fase passar um tempo só comigo e não gastar dinheiro quando ele não existe, principalmente com baladas. Faz parte da nova fase também, quando estiver na internet, gastar o tempo com qualquer outra coisa que não seja o orkut. Ultimamente tenho dedicado esse tempo virtual a aprimorar meu lado musical. Apaixonada por música como sou, me deleito durante horas nos mais diferenciados estilos, vozes, notas, arranjos e letras, desde os clássicos aos mais excêntricos a experiência têm sido muito válida. Eis que entre todas as pérolas baixadas, duas bandas mereceram minha atenção espécial: cake (indicação do robertinho) e hello saferide (achei fuçando).
A primeira é uma banda de rock alternativo formada em 1991 por John McCrea (voz, violão, órgão, vibraslap), Vince DiFiore (trompete, teclados, percussão), Xan McCurdy (guitarra), Gabe Nelson (baixo), Paulo Baldi (bateria). Apesar da frequente e relativamente adequada definição de "banda de rock alternativo", o som dos caras não é do tipo que aceita muitos rótulos, tem muita melodia e uma variedade incrível de instrumentos e trabalhos, e a voz de bad boy do vocalista me lembrou bastante (o sonho de consumo) Julian Casablancas.

As letras de cake geralmente têm uma linha romântica, mas não trazem melodias deprê, muito pelo contrário o som dos caras é até bem animado. E como eles não são nenhuma dupla sertaneja, não é só sobre mulher e chifres que cantam. Com um nível de cinismo um tanto quanto ácido, cake também traz críticas à sociedade como em "You turn the screws". A banda já emplacou um sucesso internacional que qualquer fã do pop já ouviu, é a música "Never there" do álbum "Prolonging the Magic", e fez uma versão da no mínimo inusitada "I'll survive" de Glória Gaynor que merece aplausos.

A segunda banda, (Hello Saferide) foi formada pela cantora, compositora, jornalista e apresentadora de um programa de rádio Annika Norlin e também conta com a participação de Maia Hirasawa. As duas são artistas suecas e iniciaram oficialmente a carreira musical em 2005 com o álbum "Introducing... Hello Saferide".



No melhor do estilo faça-você-mesma com voz e um violão folk, Annika produziu músicas que têm como base letras doces sobre amor e cotidiano e que também contêm um leve humor e declaram bastantes sobre as preferências culturais das contoras, como em "The quiz" do álbum "Would you let me play this ep 10 times a day", uma das canções mais "gostosas" de se ouvir da dupla.


Sites oficiais:
Cake: http://www.cakemusic.com/


(finally) leaving you behind

o dia já está amanhecendo e os meus olhos já não agüentam mais acompanhar as palavras nesta tela. tem uma pasta com seu nome, ela está aberta desde que me sentei aqui, há quase 7 horas atrás, uma caixa de lenços e uma garrafa de vinho vazias, e as mais tristes do Los Hermanos tocaram a noite inteira.
não sei porque fiz isso mas li todas as nossas conversas, tudo o que digitamos um pro outro em todas as longas horas que passamos fazendo-o, vi todas as nossas fotos e me lembrei com nitidez de cada momento que aquelas imagens guardavam. estava tudo aqui, pedindo pra ser libertado.
eu ainda não havia me entregado à verdade de que você foi embora, mas ao lembrar de como me chamava de ‘bonita’, ao ouvir a sua voz tão nitidamente através daquelas palavras escritas, alguma coisa me disse que o jogo já tinha acabado. acabei de ler tudo aquilo e caí no mundo real, tive que me segurar pra permanecer ali, a vontade de não ser, de não estar, era tanta que parecia tentar me levar pra qualquer outro lugar que não existisse. de um jeito qualquer eu não permitia e tentava entender porque. porque o tempo parou, ou porque passou rápido demais, porque nos tornamos rivais (nós nos saíamos tão bem como parceiros), ou porque eu insisti durante esse tempo todo que acharia alguém igual a você.
o seu abraço quando eu ia dormir era uma proteção contra o resto do mundo, a sua palavra era confiável e o seu cheiro inspirava segurança, as nossas conversas eram tanto riso... você achava engraçado o que eu era, e eu era apenas eu. eu achava perfeito o que você era, e você... nunca consegui desvendar.
descobri então que te amava não só pelo que você era, mas pelo que eu era quando estava com você. e que agora sou outra pessoa. uma pessoa que entregou as cartas e desistiu do jogo.

“é deus, parece que vai ser nós dois até o final
eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro”

segunda-feira, 13 de abril de 2009

raligali

laranja, futuro editor da rolling stone brasil.


eu, futura documentarista sobre as mazelas da áfrica.

little robert, futuro editor da piauí e melhor amigo do chico buarque.


soal, futuro repórter da rsbrasil.

júlia, futura editora da bravo!


pedrocas, futuro grande empresário de um grande conglomerado do ramo de comunicação.



pipoca, será o elo de ligação entre todos.



provavelmente no futuro, vai abandonar a carreira jornalística após conhecer um espanhol de dreadlocks castanho-avermelhados, se mudar pro interior do amapá e morar numa comunidade pós-hippie-moderna-setentista-alternativa e produzir uns shows de róque mutante em algum butequete por lá. e será muito feliz assim. anos depois, numa viagem a são paulo, reencontrará isabelita (que estará de férias no brasil) e a convencerá de que vai ser super legal filmar um documentário sobre a música neo-róque-futurista-hippie-setentista com toques de reggae produzida lá na comunidade dela.
como isabelita não tem muita experiência em documentários musicais, pedirá ajuda a pedroquinhas, que aceitará de imediato pois está com saudades de pipoca. pedro vai sugerir que trabalhem com soal, prq afinal ele tá no meio musical e pode dar pitacos pertinentes. laranja e roberto divulgarão o filme em suas revistas (rolling stone e piauísh, respectivamente) e por fim, pipoca e isabelita serão capa da bravo! (da qual a julha é a responsável), prq afinal, documentários assim, só na bravo mesmo.
aí eles vão ficar com saudades dos velhos tempos e marcar um dia pra ir na padaria diamantina beber umas cervejas e ir embora sem pagar, tudo em nome da memória universitária.




O texto é do laranja, os desenhos são do laranja, tá tudo no blógue do laranja. Copiei. porque a história é nossa.