terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Natural que seja assim"

É estranho se olhar e não se enxergar. Ver no espelho um formato de rosto, um olhar cansado e um cabelo despenteado e achar tudo isso desconcertantemente inédito, como se você estivesse sendo apresentado a você mesmo naquele momento. Você faz o possível para ser de todo educado, como em qualquer apresentação formal, tenta não relevar os defeitos, afinal de contas, é apenas uma primeira impressão, mas ainda não consegue amar o que vê, afinal de contas, é apenas uma primeira impressão.

Ao poucos você vai se familiarizando com o seu eu e lembrando que aquele olhar cansado já esteve com você outras vezes, que o formato do seu rosto está em todas as suas fotos e que o seu cabelo despenteado e tudo mais que lhe parece familiarmente inédito apenas refletem algo que está acontecendo por dentro, na sua mente, no seu coração talvez, nas partes editáveis de você. E toda modificação que pareceu ocorrer do outro lado do espelho foi causada apenas pela incapacidade de separar o interior do exterior, e todo o desconhecimento de si mesmo era só a prova de que a mudança se instalou em sua vida enquanto você ainda pensava se lhe daria licença para entrar. E agora que ela já está aqui é melhor encará-la como uma passagem de nível do que como um 'clichê aristotélico identificador', é melhor se acostumar com ela e aceitar que uma mudança pode ser sua chance de fazer tudo diferente, pode ser a dádiva de consertar o que nem chegou a ser feito, pode ser o fim da ansiedade, a descoberta (mesmo que tardia) da tranquilidade.

E agora que a mudança está aqui é melhor parar de analisar, pegar as cartas que estão na mesa e jogar como se não tivesse perdido tudo na última aposta, porque no final da história, talvez tenha sido melhor perder do que ficar imaginando como teria sido se você tivesse ganhado, porque talvez essa mudança traga de volta o seu afeto e toda a sensibilidade que se perdeu no meio da bagunça sentimental que lhe era tão familiar, porque a intimidade se renova, se apresenta com outro rosto, com outra voz, com outro cheiro, com outro gosto, com outros lugares, com outras pessoas e porque por mais assustador que tudo isso possa parecer, você não consegue não se arriscar.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

(? ...)

"Você está vendo o que está acontecendo?"

sábado, 15 de novembro de 2008

A Jhully acabou de voltar do veterinário.
Em junho ela teve câncer nas mamas, fez cirurgia, foi tudo um sofrimento só, mas a matástase foi inevitável, o câncer ja está nos pulmões, ela está com muita dificuldade pra respirar e segundo meu pai 'ela não dura muito tempo mais'.

Eu não sei o que fazer... eu quase não consigo respirar também...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

FUCK YOU!!!

Antes de mais nada gostaria de informar que meu hotmail, e consequentemente o msn, provavelmente foram invadidos, portanto, loucuras, vírus ou qualquer coisa do gênero que chegarem até vocês não é culpa minha, mas sim do nerd infeliz, punheteiro, filho da puta, sociopata, desgraçado, gordo, rejeitado pela sociedade, que fez isso. Acredito que amanhã pela manhã tal problema já tenha sido resolvido.

Dia chato! Chato chato e chato!
Esse post é só pra mandar TOMAR NO CU todo mundo que fez do meu dia um dia chato!

Então,

VÃO TOMAR NO CU!!!!

*Minhas sinceras desculpas a todos que aqui frequentam e não têm nada a ver com isso.

domingo, 9 de novembro de 2008

Don't worry pra não se estressar!

Porque você não vai deixar essa enxaqueca horrível acabar com o início da sua semana.

Porque você não vai ficar ouvindo "I don't want to miss a thing" no quarto escuro só porque aquele cara que já te sacaneou tantas vezes deve estar fazendo de novo.

Porque o fato de você não ter um puto no bolso não precisa te incomodar tanto.

Porque essa ressaca uma hora tem que passar.

Porque aquele torresmo que você comeu no almoço vai parar exatamente embaixo da sua bunda no formato de uma gordura horrível! Mas e daí?

Porque você não pode morrer de insônia só porque a última empresa que você trabalhou não te paga o que deve e periga o seu nome ir pro SPC.

Porque aquela prova na qual você tirou uma nota abaixo da sua média, no fim das contas vai ser irrelevante.

Porque aquele projeto super complexo que é pra semana que vem, ainda tem chance de dar certo.

Porque esse calor... ah, ele também vai passar e você vai parar de transpirar feito um porco o dia inteiro, e vai poder voltar a dormir com seu edredom favorito.

Porque só porque você não tem um emprego não significa que seu futuro profissional esteja fadado ao fracasso.

Porque você precisa perder uns quilinhos, mas isso não faz com que ninguém sinta nada a menos por você.

Porque amanhã pode ser um dia chato. A semana, o mês, o resto do ano inteiro. Pode ser tudo insuportavelmente chato...

...Ou não!


sábado, 8 de novembro de 2008

Boa Sorte...

Se tivessem avisado que a gente teria que ser tão forte. Se alguém tivesse falado sobre tudo o que teríamos que fazer sem querer. Se fóssemos informados sobre cada lágrima, sobre cada ofensa, sobre a dor, sobre a traição, sobre a morte diária da consideração. Se soubéssemos antes do tempo perdido...

Se tivéssemos noção do quanto seria difícil enterrar o passado e apagar o futuro. Talvez se disconfiássemos do futuro nem teríamos feito tantos planos. E os planos? Se soubesse antes que eles iriam para o lixo não teria gasto tanto tempo os moldando.

Se conhecéssemos antes a dependência, a necessidade, a falta, a saudade... talvez nem nos conhecéssemos.

Se imaginássemos que todo o esforço que não fizemos pra que tudo desse certo teria que ser usado pra que tudo acabasse, talvez teríamos agido de forma diferente. Ou teríamos feito tudo exatamente da mesma maneira...

"Difícil não é lutar pelo que mais se quer, e sim desistir do que mais se ama. Eu precisei desistir. E não pense que disisti por não ter mais forças pra lutar, mas sim por não ter mais condições de sofrer."


"Me viciei no seu desprezo
Me encantei, com a sua encenação
Fingindo me ignorar

Mudei minha vida toda por você
Você nem pra arriscar
Eu cansei, não vou mais

O que é pra ser, só pode ser, se você quer
Você nem tentou mudar
O que é pra ser, só pode ser, se você quer
Você nem tentou me amar

E foi assim tão de repente
O que era meu, agora já não é mais
E nunca mais será

Passei a andar tão distraído
Passei a amar por pura convenção
Fingindo me entregar

Joguei minha vida fora por você
Você nem pra arriscar
Eu cansei, não vou mais

O que é pra ser, só pode ser, se você quer
Você nem tentou mudar
O que é pra ser, só pode ser, se você quer
Você nem tentou me amar..."

sábado, 1 de novembro de 2008

My last honest mistake

'O meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria...'


*'Quem é você pra me chamar aqui, se nada aconteceu, me diz?
Foi amor ou 'só' medo de ficar sozinho outra vez?
Cadê aquela outra mulher?
Você me parecia tão bem
A chuva já 'tinha passado' por aqui
Eu mesma 'havia cuidado' de secar...'

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Nós


Ontem ganhei um "nós" (sim, eu falo 'nós' e não 'sou').
E descobri num cartão inocente que tenho rosto de desenho japonês e um certo ar de francês.
Ele acertou que eu gosto de Marcelo Camelo!

E 'nós' (ou 'sou') nos faz amar. Um amor imenso, um amor inédito.

Um amor doído, desses que te deixam sem ar de repente, num desespero de quem está se afogando.

Um amor choroso, que te faz encolher na cama e se enxarcar em lágrimas por acreditar que 'pode ser cruel a eternidade', que o 'vai e vem pode ser eterno'.

Um amor que te dá um nó na garganta e uma vontade de gritar quando tudo que você consegue é sussurrar:
'vem cá que tá me dando uma vontade de chorar
não faz assim, não vai pra lá'

Um amor que te preenche e ao mesmo tempo te deixa um vazio que você quase pode tocar.

Um amor que te faz lembrar que existem vários outros amores, mas que o seu pode estar fadado ao 'não dá'.

Um amor que te repousa no passado, te apavora no presente e te espera no futuro.

Um amor que você quer convencer mas não aguenta mais insistir, te tornando assim impotente feito um grão de areia.

Um amor que te dá vontade de ser um 'NÓS' quando você é apenas um 'SOU'


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Santa Chuva
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Tudo passa
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Janta
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Menina bordada
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Liberdade

sábado, 18 de outubro de 2008

"Tanto clichê deve não ser"

As vezes têm sido um saco viver a vidinha de uma personagem de Sex and the City. Não que eu não goste do seriado. Amo! Mas sabe aquela coisa bem novelinha?!


Você passa horas na frente do computador fumando e escrevendo, e esperando o amor da vez te gritar da janela, você vai pras melhores baladas, com os melhores amigos, você tem amigos gays que escutam todos os seus constantes reclames amorosos, você conhece caras muito interessantes que sempre têm algum defeito muito maior do que a qualidade, e se você não gosta do cara, você é a mulher perfeita pra ele, já se você gosta, automaticamente se torna um segundo plano, você tem um grande amor que é o tipo certo de cara errado que te troca por uma colegial linda e burra, e quando você finalmente encontra um outro cara que, apesar de todos os defeitos, você talvez consiga gostar, seu 'big' já está de volta na sua porta feito um cachorro sem dono, porque talvez a colegial não tivesse correspondido a todas as expectativas, e aí você não sabe o que fazer e acaba fazendo o que não deve, e quando se dá conta já está na cama rindo ao dele depois de uma transa sensacional. Mas como em toda novela, o casal protagonista só fica junto no último capítulo, e o seu cara errado consegue ser a melhor e a pior pessoa do mundo num intervalo curtíssimo de tempo. E aí, é lógico, vocês brigam, você sai de casa com um amigo gay, conhece gente nova, afoga as mágoas em algum tipo de bebida acoolica mas o dia seguinte insiste em nascer, e então ele fica cinza, começa a chover, parece que o universo está conspirando por aquela aura melancólica, como nas comédias românticas mais baratas. Aí você chora, dorme, espera o telefone tocar, ele não toca, você chora e dorme de novo, aí ele toca, você não atende, chora por não ter atendido, dorme de novo, ele toca de novo, você atende, conversa, grita, sussurra, chora mais, pensa, pensa, pensa, não sabe o que fazer e resolve seguir o roteiro da novela, porque afinal de contas você precisa de ibope, precisa nutrir em seus espectadores ou até em você mesma a esperança de um final feliz.

Mas as vezes, muitas vezes, quase todas as vezes, tudo o que você quer é que esse último capítulo chegue logo, com um final feliz ou não. E que talvez o carro da vilã se exploda, ou caia barranco abaixo.






"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente.
Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"You do it well!"

"You're do it well

I was minding my own business doin' what I do
I wasn't tryina look for anything
All of a sudden couldnt take my eyes off you

Loving everything you do 'cause you do it well
Don't know what you got me thinkin'
You ain't even tryina play me boy
'Cause you're so good, and you're so fine
Got me sayin' crazy things, listen
I ain't ever met a man like that
I ain't ever fell so far, so fast
You can turn me on
Boy you do it, do it
You do it, do it
You're doin' it well
I ain't ever met a man like that
I ain't ever fell so far, so fast
You can turn me on
Boy you do it, do it
You do it, do it
You're doin' it well
Oh, yeah... hey
Let me tell you how it's gonna go
You and me, gonna need a little privacy

Baby not lookin' for false pretenses
I think you just shocked me to my senses
Everything that you do feels right
Do it, do it
Do it, do it all night


I AIN'T EVER MET A MAN LIKE THAT!"